Direção

Trava Bruta

2021 · Sala Jardel Filho, Centro Cultural São Paulo
6ª Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos, CCSP

Direção do solo de Leonarda Glück — parceira de trabalho há mais de vinte anos. Um manifesto cênico que parte da experiência transexual da autora e marca seus 25 anos de carreira.

A montagem foi adiada pela pandemia e o processo aconteceu quase um ano inteiramente online: Leonarda em São Paulo, eu em Piçarras.

Foi um convite que eu quase não aceitei. Era um texto sobre a experiência da Leonarda como mulher trans no Brasil, e eu não sabia onde ia poder contribuir. Lendo e relendo, fui vendo o quanto aquele texto também falava de coisas que dizem respeito a todo mundo.

Algumas ficções são permitidas e outras não. Quando se trata de gênero, as pessoas tendem a ficar muito assustadas.

Bitencourt propõe uma encenação de estética fragmentada tanto pelos elementos cênicos, quanto pelos limites da ficção e da realidade.

Celso Faria · eUrbanidade

Criação, texto e interpretação: Leonarda Glück · Trilha original: Jo Mistinguett · Luz: Wagner Antônio · Assistência de iluminação: Dimitri Luppi · Vídeo e projeções: Ricardo Kenji · Figurino: Fabianna Pescara e Renata Skrobot · Ilustração: André Costa · Direção de produção: Igor Augustho · Produção executiva: Lydia Arruda · Design gráfico: Pablito Kucarz · Fotografia: Alessandra Haro · Produção: Pomeiro Gestão Cultural

Circulação 2022: Festival de Teatro de Curitiba, 30ª edição · MITbr – Plataforma Brasil / MITsp, Teatro João Caetano · temporada no Sesc Belenzinho, São Paulo

Trava Bruta, CCSP, 2021. Foto: Alessandra Haro.
Trava Bruta, CCSP, 2021. Foto: Alessandra Haro.

Sim, nós somos bizarras

2014–2015 · Prêmio Rumos Itaú Cultural

Co-direção artística do projeto concebido por Princesa Ricardo Marinelli. Ações em Curitiba, São Paulo, Natal e Porto Alegre — mostras de trabalhos, oficinas, mesas de debate e ações performáticas.

Assumi a direção artística no meio do processo, porque a Princesa Ricardo adoeceu.

Acho é um convite e um enfrentamento. É dizer: "olha, a gente existe, estamos aqui, se quiser saber o que a gente tá fazendo, venha ver".

ao Correio Braziliense, 2015

Foto: ABOCA Audiovisual, Natal, 2015

Sim, nós somos bizarras, Natal, 2015. Foto: ABOCA Audiovisual.
Sim, nós somos bizarras, Natal, 2015. Foto: ABOCA Audiovisual.

A Rainha da Beleza

2014 · Mostra Todos os Gêneros, Rumos Itaú Cultural

Processo de intercâmbio com o performer e compositor uruguaio Dani Umpi, que resultou em uma única apresentação. Em cena também: Eidglas Xavier.

Valsa n.6

2012 · Prêmio Funarte Nelson Rodrigues: 100 anos do Anjo Pornográfico

Direção. Performance de Leonarda Glück. Estreia na mostra "A Gosto de Nelson", Funarte, Rio de Janeiro.

Entre as referências da montagem: Dario Argento, David Lynch, o burlesco e o vaudeville. A montagem usava teremin.

Trilha original: Edith de Camargo · Design de som: Jo Mistinguett · Figurinos: Amábilis de Jesus · Luz: Wagner Corrêa · Produção: Well Guitti e Cândida Monte
Circulação: Teatro José Maria Santos (Curitiba) · São Luís · Salvador · São Paulo

Valsa n.6, 2012. Foto: Juh Moraes.
Valsa n.6, 2012. Foto: Juh Moraes.

Exposição

2012 · Teatro Novelas Curitibanas, Curitiba

Direção com Cândida Monte e Dimis Jean Sores. Estreia em julho, temporada de vinte apresentações por edital de ocupação da Fundação Cultural de Curitiba. Remontagem no Teatro Universitário de Curitiba (2013).

A peça parte da correspondência real entre Lygia Clark e Hélio Oiticica, ambientada nos anos 1960.

Circulação: Rio de Janeiro · São Luís · São Paulo · Porto Alegre · Salvador · Natal
Colaboração: Cibele Forjaz · Em cena: Eduardo Simões, Mariana Ribeiro e Talita Dallmann · Foto: Dimis Sores

Exposição, 2012, com Mariana Ribeiro e Talita Dallmann. Foto: Dimis Sores.
Exposição, 2012, com Mariana Ribeiro e Talita Dallmann. Foto: Dimis Sores.

POGOBOL

2011 · FIAC, Salvador

Direção do solo da atriz Paula Lice, do grupo Dimenti. Ver em Parcerias.

Hamlet, Príncipe da Dinamarca

Agosto de 2005 · Teatro Odelair Rodrigues, Curitiba

Direção em parceria com Neto Machado. Em cena: Gustavo Bitencourt e Neto Machado. Participações incidentais de Alan Ploszaj (em vídeo) e Stephanie Mattanó.

O que me interessava no Hamlet era a estrutura. Ela funciona quase como um poema: as coisas rimam, uma ação se repete, os gestos se espelham. Montei a peça inteira, com todos os personagens do texto original — só que cada personagem era um movimento, não um ator. Éramos dois em cena.

Na divulgação, era dado a entender que se tratava de uma montagem integral do texto original.

Caderno G, Gazeta do Povo, 4 de agosto de 2005.
Caderno G, Gazeta do Povo, 4 de agosto de 2005.

Dorian Gray

1998 · Teatro Carlos Kraid, Curitiba

Adaptação do romance de Oscar Wilde. Codireção com Pavlova Carvalho. Também produção, atuação e design gráfico. Com Oscar Reinstein.

Já nesse trabalho eu fazia várias coisas ao mesmo tempo: adaptei o texto, produzi, atuei, codirigi e ainda assinei o design gráfico. Não era método, era o jeito que dava para fazer — e acabou virando método.

Foto: Felipe Fontoura

Dorian Gray, 1998, com Oscar Reinstein. Foto: Felipe Fontoura.
Dorian Gray, 1998, com Oscar Reinstein. Foto: Felipe Fontoura.